Vereadores de Barrinha são presos suspeitos de corrupção
Parlamentares tinham prisões preventivas decretadas; outros 2 vereadores foram presos
Os vereadores Carlos Alexandre Borges, conhecido como Lê, e Jamel Jamil Chuckr se apresentaram na Delegacia Seccional de Sertãozinho, na tarde deste sábado (1). Os dois tinham a prisão temporária decretada a pedido da Polícia Civil, por suspeita de pedirem dinheiro a um empresário da cidade para não revogarem uma lei. O caso está sendo investigado pelo Ministério Público e pela Polícia Civil.
O presidente da Câmara, Antonio Kinoshita (PMDB), conhecido como Pi, e o verador Sant Clair Antonio Marinho Filho (DEM) foram presos pela manhã.
Durante a operação, os policiais encontraram na casa de Chuckr, um cofre fechado, uma garrucha e uma réplica de uma arma.
Todos os vereadores negaram envolvimento com pedido de propina. "Não tive participação. Não sabia desse cheque, tanto que dei toda a liberade para a polícia ir lá em casa", afirmou Kinoshita.
"Eu não autorizei ninguém a falar em meu nome", afirmou Marinho Filho.
A denúncia de corrupção foi feita pelo empresário Mitsuo Takahashi, dono de um posto de combustíveis de Barrinha, que entregou à polícia um vídeo, no qual o vereador Lê diz que o presidente da câmara recebeu um cheque R$ 45 mil para aprovar a revogação de uma lei de 2003, que determina o espaço mínimo de 500 metros entre postos de combustíveis. O dinheiro seria dividido com os outros vereadores denunciados.
A mudança na legislação beneficiaria outro empresário, interessado em construir um posto, a poucos metros do estabelecimento de Takahashi. Na gravação, o vereador Lê pede a Takahashi uma quantia em dinheiro para que ele vote contra a revogação da lei.
Os quatro vereadores foram levados para a cadeia de Jaboticabal. O advogado dos vereadores, Ednilson Bombonato, irá pedir a revogação do pedido de prisão.
Vereadores de Barrinha são presos suspeitos de corrupção
Quatro parlamentares tiveram a prisão preventiva decretada
A Polícia Civil de Barrinha expediu mandato de prisão temporária contra os vereadores de Barrinha Carlos Alexandre Alves Borges (PTB), conhecido como Lê, Antonio Kinoshita (PMDB), chamado de Pi, Sant Clair Antonio Marinho Filho (DEM) e Jamel Jamil Chukr, suspeitos de pedirem propina para um empresário para revogarem uma lei municipal.
"Analisamos as gravações e a polícia entendeu por bem pedir a prisão temporária para melhor investigar os fatos", afirmou o delegado Cláudio Ottoboni.
Os vereadores Kinoshito e Marinho Filho foram presos na manhã deste sábado (1) e foram encaminhados para a cadeia de Jaboticabal. Borges e Chukr não foram encontrados e, se não se apresentarem até terça-feira (4) serão considerados foragidos e terão a prisão preventiva decretada.
Na casa de Chukr, os policiais encontraram um cofre, uma garrucha e a réplica de uma arma.
A prisão dos vereadores é válida por cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco. O assessor jurídico da Câmara informou que vai entrar com um pedido de relaxamento da prisão e um habeas corpus. "Essa prisão não tem fundamento jurídico porque eles foram apenas citados e dois estão aqui (na delegacia) à disposição da polícia. Ninguém fugiu.
Os vereadores negam as acusações. "Não tive participação. Não sabia desse cheque, tanto que dei toda a liberade para a polícia ir lá em casa", afirmou Kinoshita.
"Eu não autorizei ninguém a falar em meu nome", afirmou Marinho Filho.
O caso
O Ministério Público e a polícia investigam uma denúncia de corrupção na Câmara dos Vereadores de Barrinha, com base em imagens entregues pelo pelo empresário Mituo Takahashi, que mostram o vereador Carlos Alexandre Alves Borges, dizendo que o presidente da câmara, Antonio Kinoshita, havia recebido um cheque no valor de R$ 45 mil, que seria dividido com outros parlamentares, para que a lei que determinava uma distância mínima de 500 metros entre postos de combustíveis fosse revogada.
A revogação beneficiaria um empresário interessado em contruir um posto próximo ao de Mituo Takahashi.
Na gravação, o vereador sugere a Takahashi que ofereça uma quantia maior em dinheiro para que ele vote contra a revogação da lei.
Fonte: EPTV - http://eptv.globo.com/busca/busca_interna.aspx?297141
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